Pelotas... 06/07/2016



"Eu me debruço contra a parede e ponho minha cabeça em minhas mãos. O que eu estava pensando? Indesejada e sem permissão sinto as lágrimas chegarem. Por que eu estou chorando? Eu afundo no chão, brava comigo por esta reação insensata. Apoio-me em meus pensamentos e me fecho ainda mais em mim mesma. Eu desejo voltar ao tempo. Talvez esta ideia absurda possa ficar menor ainda se eu pudesse voltar. Coloco minha cabeça sobre meus joelhos e eu deixo as lágrimas irracionais caírem desenfreadas. Eu estou chorando por algo que nunca tive. Que ridículo. Lamentando por algo que nunca… – minhas esperanças esmigalhadas, meus sonhos despedaçados e minhas expectativas frustradas. Eu nunca fui amada. Certo… eu sempre fui a que amava – mas eu entendi que – correr atrás e fazer qualquer outra coisa ao mesmo tempo, como amar, pedir, gritar não é minha praia. Eu sou uma negação em qualquer campo   romanticamente, no entanto, eu nunca me expus. Uma vida inteira de inseguranças. Eu sou muito franca, muito romântica, muito carente, sem ambição, minha lista longa de culpas continua. Então eu sempre tenho sido aquela que procurava o AMOR."

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